As exportações brasileiras de carne suína bateram recorde para o mês de maio, com 129,4 mil toneladas embarcadas, um volume que gerou receita de R$ 1,51 bilhão. O resultado reforça a força do produto no mercado internacional, que acumulou 661,7 mil toneladas exportadas entre janeiro e maio, com faturamento total de R$ 7,73 bilhões. Santa Catarina permanece como o maior exportador do país, respondendo por 62,5 mil toneladas no mês.
Enquanto o exterior absorve volumes crescentes, a realidade dentro do país é de pressão sobre as margens de quem produz. O mercado doméstico atravessa um desequilíbrio entre a oferta elevada e o consumo lento, o que tem forçado a baixa nas cotações. A média nacional do quilo do animal vivo recuou para R$ 5,36 nesta semana, com os frigoríficos mantendo cautela nas compras e os preços de carcaça estacionados em R$ 8,83 no atacado.
O reflexo dessa pressão é sentido em todas as principais regiões produtoras, com quedas pontuais nas cotações do animal vivo. Em São Paulo, a arroba recuou para R$ 101,00, enquanto no Rio Grande do Sul e Santa Catarina o mercado independente viu os preços baixarem para R$ 5,10 e R$ 5,00 o quilo, respectivamente. Especialistas apostam que a melhora do consumo dependerá da maior competitividade do produto frente à carne bovina e da entrada de salários na economia nas próximas semanas, o que poderia ajudar a destravar as vendas no varejo e aliviar a pressão sobre as margens do produtor.








