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Com produtividade alta milho deve superar 52 milhões de toneladas

A safra de milho 2025/26 em Mato Grosso deve superar 52 milhões de toneladas, sustentada pelo avanço da produtividade. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a área plantada foi mantida em 7,39 milhões de hectares, enquanto o rendimento subiu para 118,73 sacas por hectare.

Isso significa mais milho por hectare, resultado direto do clima favorável nos últimos meses. As chuvas regulares beneficiaram principalmente regiões como Médio-Norte, Noroeste e Oeste, onde está concentrada a maior parte da produção do estado.

Apesar do bom desenvolvimento até aqui, o cenário não está definido. No Sudeste do estado, áreas plantadas mais tarde ainda dependem de chuva para garantir produtividade. Dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) indicam risco de redução das precipitações nas próximas semanas. Para o produtor, isso significa atenção redobrada: uma virada no clima pode tirar parte do potencial produtivo justamente na reta final da lavoura.

Com a combinação de área estável e melhor rendimento, a produção de milho em Mato Grosso deve chegar a 52,66 milhões de toneladas. O número confirma o estado como principal produtor do país, mas também traz um desafio clássico: escoar bem uma safra grande.

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No curto prazo, o mercado externo já dá sinais de pressão. As exportações da safra 2024/25 foram revisadas para 25 milhões de toneladas, mas o ritmo está mais lento. Até agora, foram embarcadas 23,86 milhões de toneladas.

Entre os fatores que pesam nesse cenário estão o dólar mais baixo, a queda nos preços internacionais e incertezas no cenário global. Na prática, isso reduz a competitividade do milho brasileiro lá fora.

Se exportar está mais difícil, o mercado interno passa a ser ainda mais relevante. O consumo dentro do país segue em crescimento, puxado principalmente pela produção de etanol de milho e pela indústria de ração.

A demanda interna da safra 2024/25 está estimada em 18,42 milhões de toneladas e deve subir para 20,11 milhões de toneladas em 2025/26. Para o produtor, isso muda a estratégia: além de olhar o porto, passa a fazer mais sentido acompanhar a indústria local, que pode oferecer alternativa de venda em momentos de mercado externo travado.

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