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Tecnoshow de Rio Verde começa nesta segunda e deve movimentar R$ 10 bi

Imagem: reprodução

Começa nesta segunda-feira (06.04), em Rio Verde (cerca de 220 km da capital, Goiânia), em Goiás, a 23ª edição da Tecnoshow Comigo, uma das principais feiras do agronegócio do país, em um momento de maior demanda por tecnologia e crédito no campo. O evento vai até sexta-feira (10), no Centro Tecnológico Comigo (CTC), área de 130 hectares voltada à pesquisa agropecuária, a cerca de 220 quilômetros de Goiânia.

Organizada pela Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo), a feira deve reunir cerca de 700 expositores e movimentar aproximadamente R$ 10 bilhões em negócios, mantendo o patamar de crescimento observado nos últimos anos.

A dimensão do evento pode ser medida pelos números da edição anterior. Em 2025, a Tecnoshow recebeu cerca de 140 mil visitantes, contou com 695 expositores e registrou R$ 9,24 bilhões em negócios, além de colocar em exposição mais de 3 mil máquinas e equipamentos. A expectativa para este ano é de avanço, acompanhando a demanda por modernização das operações no campo.

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O crédito segue como um dos motores da feira. O Banco do Brasil projeta acolher cerca de R$ 2 bilhões em propostas de financiamento durante o evento, com foco em custeio e investimento. A estratégia inclui linhas voltadas à eficiência produtiva e sustentabilidade, em um cenário de custos elevados e maior rigor na concessão de crédito.

A preparação para a feira começou ainda em fevereiro, com ações comerciais antecipadas, incluindo encontros com produtores e visitas a revendas. O movimento reflete a tentativa de destravar negócios em um ambiente mais seletivo, no qual o acesso a financiamento passou a exigir maior planejamento por parte do produtor.

Realizada em área experimental, a Tecnoshow se diferencia por apresentar tecnologias em condições reais de campo, aproximando pesquisa e produção. O modelo é sustentado por parcerias históricas com instituições como a Embrapa e universidades, o que reforça o perfil técnico da feira.

Mais do que vitrine de lançamentos, o evento funciona como um termômetro do nível de investimento no agronegócio, especialmente no Centro-Oeste, região que concentra parte relevante da produção nacional de grãos. A presença de empresas de máquinas, insumos, tecnologia e crédito tende a indicar o ritmo de adoção de inovação no campo.

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Em um cenário de margens pressionadas, a feira ganha peso estratégico. A decisão de investir em tecnologia, ampliar produtividade ou ajustar custos passa cada vez mais por acesso a crédito e capacidade de gestão — fatores que devem nortear as negociações ao longo da semana em Rio Verde.

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