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Onda de frio favorece trigo no Brasil e mercado reage

Imagem: reprodução/magnific

A chegada da primeira grande onda de frio de 2026 mudou o cenário para o trigo no Brasil e no mercado internacional. Após dias de temperaturas mais baixas no Sul do país e com novas frentes frias previstas para avançar sobre a região nos próximos dias, produtores acompanham com otimismo o clima mais favorável ao desenvolvimento das lavouras de inverno.

Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Climatempo apontam que a atual massa de ar polar provocou recordes de frio neste mês, com temperaturas abaixo de zero em cidades do Sul e previsão de geadas em áreas produtoras do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O clima mais frio ocorre justamente no momento em que o plantio do trigo ganha ritmo no Brasil. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a semeadura já alcançou 17,5% da área prevista, índice próximo da média histórica. Para o cereal, o frio é considerado aliado importante nas fases iniciais de desenvolvimento, favorecendo o perfilhamento e o potencial produtivo das lavouras, desde que não ocorram geadas severas fora do período adequado.

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No mercado internacional, o trigo também reage às condições climáticas. Em Chicago, os contratos operam em alta diante da piora das lavouras de inverno nos Estados Unidos. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que apenas 28% das áreas estão classificadas entre boas e excelentes, bem abaixo dos 54% registrados no mesmo período do ano passado.

A preocupação com o clima no Hemisfério Norte e a possibilidade de redução na produção norte-americana da safra 2026/2027 sustentam os preços globais do cereal e mantêm o mercado atento aos próximos movimentos do clima nos principais países produtores.

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