A citricultura brasileira enfrenta uma nova e séria ameaça: os ácaros, que se tornaram um dos principais problemas para os produtores. Além do greening, doença que já afeta os pomares de forma devastadora, os ácaros estão causando prejuízos significativos ao setor.
Esses minúsculos parasitas competem com os citros por recursos essenciais e podem transmitir diversas doenças, prejudicando o desenvolvimento das plantas e resultando em frutos de menor qualidade. A preocupação aumenta com as mudanças climáticas, que favorecem a proliferação desses insetos, agravando ainda mais a situação nas lavouras.
Os ácaros, especialmente as espécies como o ácaro-da-leprose, o ácaro-da-falsa-ferrugem, o ácaro-branco e o ácaro-purpúreo, têm sido uma dor de cabeça constante para os citricultores. Essas pragas atacam diversas partes das plantas, incluindo flores, folhas, frutos, pecíolos, pedúnculos, ramos e troncos, comprometendo a saúde das árvores e a produtividade dos pomares.
O impacto econômico é significativo, não só pelo dano direto às culturas, mas também pela necessidade de aplicar acaricidas sintéticos, o que gera custos elevados e consequências ambientais. Além disso, alguns desses ácaros são vetores de viroses, o que pode disseminar ainda mais doenças entre os pomares, dificultando o controle e aumentando as perdas.
A situação é particularmente preocupante durante o período de mudanças climáticas até setembro, quando as condições ambientais favorecem a proliferação desses parasitas. Os produtores estão em alerta, buscando alternativas para mitigar os danos e proteger as lavouras, mas a luta contra os ácaros se mostra desafiadora e exige estratégias de manejo cada vez mais sofisticadas.
Em paralelo, o greening continua a ser uma das maiores preocupações na citricultura global. Sem cura conhecida, essa doença já devastou pomares em mais de 130 países e segue se espalhando. No Brasil, sua incidência cresceu 56% em 2023, segundo o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus).
A combinação dessas pragas, somada à competição de plantas daninhas, que competem com os citros por recursos essenciais como água, luz e nutrientes impacta diretamente no desenvolvimento vegetativo das plantas e pode resultar em menor produtividade e frutos de baixa qualidade, tornando o cenário da citricultura brasileira cada vez mais adverso.













